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Presenteísmo: o risco invisível do cuidado

  • Foto do escritor: PBSP - Programa Brasileiro de Segurança do Paciente
    PBSP - Programa Brasileiro de Segurança do Paciente
  • 13 de abr.
  • 1 min de leitura



Segurança do paciente ainda é tratada, em muitos serviços, como cumprimento de protocolo.


Mas existe um risco silencioso que não aparece nos indicadores tradicionais: o presenteísmo.


Profissionais que estão presentes… mas exaustos, sobrecarregados, emocionalmente esgotados.


Continuam trabalhando.

Continuam tomando decisões.

Continuam sustentando o sistema.


Mas já não têm as mesmas condições cognitivas, emocionais e físicas para cuidar com segurança.


E o sistema naturalizou isso.

Naturalizou jornadas excessivas.

Naturalizou equipes reduzidas.

Naturalizou o desgaste como parte do trabalho em saúde.


Depois, quando o evento acontece, a pergunta é: “Quem errou?”

Mas a pergunta correta deveria ser outra: Que sistema expõe profissionais exaustos a decisões críticas?


Segurança do cuidado não se sustenta com profissionais no limite.


Porque o erro, nesse contexto, não é uma falha individual.


É um efeito previsível de um sistema que ignora sua própria infraestrutura humana.


Enquanto o presenteísmo for invisível para a gestão, a segurança continuará sendo tratada como discurso — e não como prática.

 
 
 

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